XD Classificados Facebook Twitter

Notícias

imagem

Dual Beauty Salão De Beleza Estética & Spa

Dual Beauty.

imagem

Xerém Eletromóveis

A entrega.

imagem

Irã Rodrigues Forro Em Pvc

Deixe sua casa.

imagem

Vera Noivas


Notícias

foto

Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Trabalhadores de Duque de Caxias sofrem com o aumento do desemprego

Bruno Dutra


Vizinha à capital, Duque de Caxias amarga os efeitos da crise e vê seus trabalhadores sofrerem na fila do desemprego. De acordo com os dados mais atualizados do Caged, a cidade perdeu, em abril, 556 vagas de trabalho com carteira assinada. No ano passado, o município, historicamente uma “cidade dormitório”, ficou em segundo lugar no ranking das cidades fluminenses que mais perderam postos de trabalho formal: foram 14 mil vagas a menos, atrás apenas da cidade do Rio, que perdeu 142.480 postos.

Na cidade, não é difícil ver os sintomas da crise. O comércio, antes forte, fechou dezenas de lojas, que hoje é retrato da dificuldade do município em reverter a crise financeira. Para além dos problemas causados pela falência do Estado, a prefeitura teve importante contribuição para a atual situação. A gestão anterior, do prefeito Alexandre Cardoso (PSB), segundo o atual prefeito Washington Reis (PMDB) deixou de investir no município e não conseguiu manter em dia a folha de pagamento dos servidores, o que afetou diretamente a economia local.

— Se olharmos pra estatística, o comércio foi um dos setores que mais demitiu. Foi uma recessão muito forte, acentuada pela crise do Estado, que deixou de investir, assim como a prefeitura de Caxias. Assim, nós sabemos que muitas lojas fecharam as portas. Ainda esse ano, sabemos que muitos varejistas ainda querem demitir, porque a recessão ainda é forte. Ninguém compra muito, logo, não tem muito lucro no comércio, que não tem como segurar funcionários ou contratar — explica Alexandre Pereira de Souza Netto — vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Duque de Caxias.

Sem capacidade de gerar empregos formais o município deixa os trabalhadores em dificuldade. No posto do Sine instalado no município, são oferecidas, diariamente, entre 20 e 30 vagas para o próprio município, ao passo que cerca de 650 trabalhadores buscam o local diariamente atrás de uma vaga, de acordo com a coordenação local do sistema.

— A conta não fecha. São poucas vagas captadas dentro do próprio município porque as empresas não estão contratando. Além disso, ainda sofremos com os trabalhadores de municípios muito menores que buscam vagas aqui em Duque de Caxias — explica o coordenador local do Sine Alessandro Soares.

TRABALHADORES SENTEM O PESO DA CRISE

Quem sente na pele o desemprego coleciona histórias de dificuldades. A auxiliar de serviços gerais Roseli Soares, aos 54 anos, está sem emprego desde agosto de 2016, quando perdeu o emprego. Desde então, ela mantém a rotina de sair de casa às 5h para entregar currículos e se cadastrar em bancos de emprego. Agora, sem o seguro-desemprego, ela se desespera:

— É muito sofrimento voltar todo dia pra casa sem nenhuma esperança de conseguir emprego. Já rodei toda a cidade atrás de qualquer vaga, mas sequer retornam para uma entrevista. Não tem emprego. Se nada aparecer eu não sei mais o que vou fazer até para comer — diz.

Wilson Matheus de Paula, de 48 anos, ajudou a engrossar as estatísticas negativas do ano passado. Ao perder o emprego como segurança, em abril do ano passado, precisou fazer bicos para manter a casa e os quatro filhos.

— Todos os dias vou para a rua em busca de uma vaga, mas confesso que é uma rotina desgastante, porque não há vagas. Não só em Caxias, mas em qualquer lugar a resposta é sempre a mesma: não há vagas — conta ele, que afirma distribuir mais de dez currículos por dia.

NA INFORMALIDADE PELA SOBREVIVÊNCIA

Sem perspectivas positivas de conseguir trabalho com carteira assinada, trabalhadores de Duque de Caxias viram na informalidade uma saída para gerar renda. Em uma breve caminhada pelo centro da cidade é possível observar o crescente número de ambulantes, que fizeram das principais calçadas do município o local de trabalho.

Na luta contra a crise a criatividade é fator diferencial. E é neste quesito que se destaca Jonathan Alves Muricy, de 25 anos. Após perder o emprego na construção civil, onde tinha carteira assinada e benefícios, o jovem resolveu investir em uma barbearia improvisada, em uma das principais ruas do Centro da cidade. Hoje, ele mantém a esposa e quatro filhos com a renda do negócio.

— Aprendi o ofício na prática. Após perder o emprego e passar muita dificuldade para conseguir uma vaga formal, decidi abrir a barbearia. Na verdade, com a clientela que já tenho hoje, nem penso em mudar de área e quero continuar por aqui — conta ele, que chega a fazer mais de 30 cortes nos fins de semana, com lucro que passa de R$ 150 por dia.

Em um dos pontos mais movimentados do Centro, no calçadão de Caxias, a ex-babá Gisele Batista, de 31 anos, também precisa improvisar para não ficar sem trabalho. Após ser demitida no ano passado, ela conta que não conseguiu mais uma vaga no mercado formal. Para pagar as contas, o jeito foi abrir uma barraca para vender seus produtos.

— É uma luta diária para para pagar as contas e, nesse momento, a solução foi vir para rua vender panos de prato. Caso contrário, estaria desempregada, pois Caxias está sem emprego. O calçadão hoje é meu ganha pão — diz.

Fonte: Bruno Dutra / Extra

29 de Maio de 2017

08:56:57

compartilhe

Contador: 000583

imagem

Delícias Do Norte

Música ao vivo com:
Ambiente totalmente familiar.

imagem

Silvania Materiais De Construção Em Xerém

Com produtos de excelente qualidade.

imagem

Vera Noivas

imagem

Leles Mix Artigos De Festas

ARTIGOS DE FESTAS.